Saúde

Vacinação Cresce 14,7% no DF e Ultrapassa um Milhão de Doses em 2026

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O Distrito Federal ultrapassou, em maio, a marca de um milhão de doses de vacinas aplicadas em 2026. O resultado mostra o avanço das ações de imunização conduzidas pela Secretaria de Saúde do DF e, além disso, aponta crescimento em relação ao ano anterior.

Entre janeiro e abril deste ano, a rede pública aplicou 985.417 doses, alta de 14,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Já no acumulado do ano passado, o DF chegou a 2,9 milhões de doses administradas, cerca de 100 mil a mais que em 2024, quando o total ficou em 2,8 milhões.

Ações fora das unidades ampliam acesso à vacinação

A Secretaria de Saúde associa esse crescimento à ampliação das estratégias de acesso. Atualmente, o DF mantém mais de cem salas de vacina em Unidades Básicas de Saúde e hospitais. Além disso, a rede pública leva imunizantes a locais de grande circulação, como feiras, shoppings, mercados e eventos.

Essas ações, chamadas de vacinação extramuros, aproximam os serviços da rotina da população. Dessa forma, pessoas que têm dificuldade de procurar uma unidade de saúde durante a semana encontram outras oportunidades para atualizar a caderneta. O DF também utiliza carros da vacina em ações volantes nas regiões administrativas.

Vacinação contra a gripe concentra parte das doses

A campanha contra a influenza responde por uma parcela expressiva das aplicações registradas em 2026. Até 21 de maio, a Secretaria de Saúde contabilizou 423.845 doses da vacina contra a gripe no DF. A campanha começou em 25 de março e segue voltada aos grupos prioritários.

Entre os públicos acompanhados pela pasta, a cobertura chegou a 26,1% das crianças de seis meses a cinco anos, 44,4% das gestantes e 42,61% dos idosos. Portanto, embora os números indiquem avanço, eles também mostram que o DF ainda precisa ampliar a proteção, sobretudo antes do período de maior circulação de vírus respiratórios.

Grupos prioritários seguem como foco da campanha

A campanha contra a influenza prioriza pessoas com maior risco de agravamento e trabalhadores mais expostos ao vírus. Desse modo, a vacinação contempla crianças, idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, caminhoneiros, militares, pessoas com deficiência permanente e pessoas com doenças crônicas, conforme as orientações adotadas para a campanha.

Além disso, a população precisa atualizar a vacina contra a gripe todos os anos. Isso ocorre porque o imunizante acompanha as cepas do vírus influenza com maior circulação prevista para cada período. Em 2026, segundo a SES-DF, a vacina protege contra três novas cepas do vírus.

Vacina contra HPV tem público ampliado até junho

Outra frente de mobilização envolve a vacina contra o HPV. O SUS oferece o imunizante, de rotina, para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, até 30 de junho, adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que ainda não receberam a vacina também podem procurar uma unidade de saúde.

Com essa ampliação temporária, a Secretaria de Saúde busca resgatar jovens que perderam a oportunidade de vacinação na idade recomendada. A medida tem importância porque o HPV se relaciona a diferentes tipos de câncer, especialmente o câncer do colo do útero. Além disso, a imunização também ajuda a prevenir infecções associadas a tumores de pênis, ânus, boca e garganta.

DF mantém atendimento para imunobiológicos especiais

Além das vacinas do calendário básico, o Distrito Federal oferece atendimento especializado para pessoas que precisam de imunobiológicos especiais. Desde 2023, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do DF funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília.

O serviço atende pessoas com condições clínicas específicas, que necessitam de vacinas ou imunobiológicos fora do esquema básico disponível nas salas comuns de vacinação. Em pouco mais de dois anos, o Crie-DF já registrou 36,5 mil doses aplicadas.

População deve manter a caderneta atualizada

A Secretaria de Saúde orienta a população a procurar uma sala de vacina da rede pública para verificar a situação vacinal e atualizar doses em atraso. Para receber os imunizantes, o cidadão deve levar documento de identificação e, sempre que possível, a caderneta de vacinação.

No caso dos grupos prioritários, a equipe de saúde pode solicitar documento que comprove idade, gestação, condição de saúde ou atividade profissional. Por isso, antes de procurar o atendimento, vale conferir os critérios de cada campanha e os locais de vacinação divulgados pelos canais oficiais da Secretaria de Saúde do DF.

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