Saúde

Inverno Aumenta risco de Doenças Respiratórias: Veja como se Proteger

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Com a chegada dos dias mais frios, os casos de doenças respiratórias tendem a aumentar. Gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma, bronquite e pneumonia aparecem com mais frequência nesse período, principalmente entre crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade.

O problema não está apenas na queda da temperatura. No inverno, as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca circulação de ar, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Além disso, o ar frio e seco pode irritar as vias aéreas, ressecar as mucosas e piorar quadros alérgicos e inflamatórios.

A boa notícia é que medidas simples ajudam a reduzir o risco de adoecimento e a evitar complicações.

Por que as doenças respiratórias aumentam no inverno?

Durante o inverno, é comum que as pessoas mantenham portas e janelas fechadas para evitar o frio. Esse hábito reduz a ventilação e favorece a permanência de vírus e bactérias no ambiente, principalmente em escolas, transporte público, locais de trabalho, igrejas, academias e eventos fechados.

Outro fator importante é o ressecamento das vias respiratórias. Quando o ar está frio ou seco, nariz, garganta e brônquios podem ficar mais irritados, facilitando crises de rinite, sinusite, tosse e falta de ar em pessoas predispostas.

Também há maior circulação de vírus como influenza, vírus sincicial respiratório e outros agentes causadores de infecções respiratórias.

Gripe e resfriado não são a mesma coisa

Apesar de muita gente usar os termos como sinônimos, gripe e resfriado são diferentes.

O resfriado costuma ser mais leve. Pode causar coriza, espirros, nariz entupido, dor de garganta e mal-estar discreto. Em geral, melhora em poucos dias.

A gripe, causada pelo vírus influenza, tende a provocar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, calafrios, cansaço importante, dor de cabeça, tosse e prostração. Em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, a gripe pode evoluir com complicações, como pneumonia.

Por isso, febre persistente, falta de ar, dor no peito, lábios arroxeados, confusão mental, piora rápida ou queda importante do estado geral exigem avaliação médica.

Vacinação é uma das principais formas de prevenção

A vacinação contra a influenza é uma das medidas mais importantes para reduzir casos graves, internações e mortes relacionadas à gripe. Em 2026, a campanha de vacinação contra influenza no Brasil teve início oficial em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Além da vacina contra gripe, manter outras vacinas em dia, como Covid-19, pneumocócica e coqueluche, quando indicadas, também ajuda a proteger grupos mais vulneráveis.

A vacina não impede todos os casos de infecção respiratória, mas reduz o risco de formas graves. Esse ponto é importante: não tomar vacina porque “mesmo assim pode gripar” é uma interpretação errada. O objetivo principal da imunização é proteger contra complicações.

Ambientes fechados precisam de ventilação

Mesmo nos dias frios, é importante abrir portas e janelas por algum período do dia. A circulação de ar reduz a concentração de vírus no ambiente e diminui o risco de transmissão.

Em locais com muitas pessoas, como escolas, escritórios e transporte coletivo, esse cuidado se torna ainda mais necessário. Quando houver sintomas respiratórios, como tosse, febre, dor de garganta ou coriza intensa, o ideal é evitar contato próximo com outras pessoas, usar máscara em ambientes compartilhados e reforçar a higiene das mãos.

Hidratação protege as vias respiratórias

No frio, muitas pessoas bebem menos água porque sentem menos sede. Isso é um erro comum. A hidratação ajuda a manter as mucosas úmidas e favorece o funcionamento das defesas naturais do organismo.

Água, frutas, sopas, caldos e alimentos com boa quantidade de líquido podem ajudar. O cuidado deve ser maior com crianças e idosos, que podem desidratar com mais facilidade.

Bebidas alcoólicas não contam como hidratação. Pelo contrário, o álcool pode favorecer desidratação e piorar a qualidade do sono.

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de mais atenção

Crianças pequenas têm o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e convivem em ambientes de maior transmissão, como escolas e creches. Já idosos podem apresentar sintomas menos típicos e evoluir com complicações mais rapidamente.

Pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças cardíacas, diabetes, imunossupressão ou histórico de pneumonia devem manter acompanhamento médico e não abandonar medicações de uso contínuo.

Quem usa bombinha, corticoide inalatório, antialérgico ou outros medicamentos prescritos não deve suspender o tratamento por conta própria.

Cuidados simples que fazem diferença

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de doenças respiratórias no inverno: lavar as mãos com frequência, evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização, manter ambientes ventilados, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, não compartilhar copos e talheres, beber água, manter alimentação equilibrada e dormir bem.

Também é importante evitar automedicação. Antibióticos não tratam gripe nem resfriado, porque essas infecções geralmente são causadas por vírus. O uso inadequado pode causar efeitos colaterais e contribuir para resistência bacteriana.

Quando procurar atendimento médico?

A avaliação médica é indicada quando há falta de ar, chiado intenso no peito, febre alta ou persistente, dor no peito, confusão mental, lábios ou dedos arroxeados, piora progressiva, desidratação, sonolência excessiva ou sintomas em bebês, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Também é importante buscar orientação quando a tosse dura muitas semanas ou quando crises de asma, rinite ou sinusite se tornam frequentes.

Prevenção começa antes dos sintomas

O inverno exige mais atenção, mas não precisa ser sinônimo de adoecimento. A prevenção começa com hábitos simples: vacina em dia, ambientes arejados, hidratação, alimentação adequada, higiene das mãos e cuidado com grupos vulneráveis.

Mais do que se proteger do frio, é preciso proteger as vias respiratórias, reduzir a transmissão de vírus e procurar ajuda quando os sinais indicarem gravidade.

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