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Tempo Seco no DF: Cuidados durante a Atividade Física

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A prática regular de atividade física traz benefícios para o coração, os músculos, os ossos e a saúde mental. No entanto, durante o período seco do Distrito Federal, quem se exercita ao ar livre precisa redobrar os cuidados.

A baixa umidade favorece o ressecamento do nariz, da garganta, dos olhos e da pele. Além disso, a combinação de exercício, calor e pouca hidratação pode provocar tontura, fraqueza, dor de cabeça e queda no rendimento.

Por isso, especialistas recomendam adaptar os horários, a intensidade e a duração dos treinos durante os dias mais secos. A Defesa Civil do DF também orienta evitar exercícios físicos ao ar livre nos períodos mais quentes do dia.

Qual é o melhor horário para se exercitar?

No Distrito Federal, o período entre o fim da manhã e o meio da tarde costuma concentrar temperaturas mais altas e umidade mais baixa.

Dessa forma, a orientação é evitar atividades físicas intensas ao ar livre entre 11h e 15h. Sempre que possível, a pessoa deve escolher o início da manhã ou o fim da tarde, quando as condições costumam ser mais amenas.

Entretanto, apenas observar o relógio pode não ser suficiente. Em dias de alerta para baixa umidade, até os horários habituais de treino podem apresentar condições desconfortáveis.

Antes de sair, vale conferir a temperatura, a umidade e os avisos da Defesa Civil ou dos serviços meteorológicos.

Hidratação deve começar antes do treino

Esperar sentir sede para beber água não é a melhor estratégia. A sede pode aparecer quando o organismo já começou a perder líquidos.

Por isso, a hidratação deve ocorrer ao longo de todo o dia. Durante períodos quentes, a Organização Mundial da Saúde recomenda beber água regularmente e reforçar o consumo de líquidos, especialmente antes e durante atividades físicas.

A quantidade necessária varia conforme o peso, a duração do treino, a intensidade, a temperatura e as condições de saúde.

Em atividades mais longas, a pessoa também pode precisar repor líquidos durante o exercício. No entanto, bebidas esportivas não são necessárias para todos os treinos. Para caminhadas curtas e exercícios leves, a água costuma ser suficiente.

Reduza a intensidade nos dias mais secos

Mesmo pessoas acostumadas a treinar podem sentir queda no rendimento durante a seca.

Assim, o ideal é diminuir o ritmo, reduzir a duração ou aumentar os intervalos de descanso. Quem corre, por exemplo, pode alternar corrida e caminhada. Já quem pedala pode escolher percursos menores ou com menos subidas.

Além disso, a pessoa não deve tentar compensar um treino perdido aumentando demais a intensidade no dia seguinte.

Treinos em locais fechados, ventilados ou climatizados podem ser uma alternativa durante períodos de baixa umidade extrema.

Proteja as vias respiratórias

O ar seco irrita o nariz e a garganta. Como consequência, algumas pessoas apresentam tosse, ardência, rouquidão ou sangramento nasal.

A Secretaria de Saúde do DF recomenda manter uma boa hidratação e pode-se utilizar soro fisiológico para ajudar na limpeza e na hidratação das vias nasais. Umidificar o ambiente também pode diminuir o desconforto dentro de casa.

Pessoas com asma, rinite, bronquite ou outras doenças respiratórias precisam ter ainda mais atenção. Caso os sintomas estejam descontrolados, o treino deve ser adiado até que haja melhora ou avaliação profissional.

Use roupas leves e proteção solar

Durante o exercício, a roupa deve facilitar a evaporação do suor e a movimentação do corpo.

Por isso, prefira peças leves, confortáveis e adequadas à atividade. Boné, óculos escuros e protetor solar também ajudam nos treinos realizados sob exposição ao sol.

A Organização Mundial da Saúde orienta usar roupas leves e largas em períodos de calor, além de reduzir atividades intensas nos horários mais quentes.

Sinais indicam que é hora de parar

Alguns sintomas mostram que o organismo pode não estar suportando bem o esforço. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • tontura;
  • dor de cabeça;
  • fraqueza intensa;
  • náusea;
  • confusão;
  • palpitação;
  • falta de ar fora do normal;
  • cãibras persistentes;
  • pele muito quente;
  • sensação de desmaio.

Ao perceber esses sinais, a pessoa deve interromper o exercício, procurar um local fresco e beber água aos poucos.

Se houver desmaio, confusão mental, dor no peito, dificuldade para respirar ou piora rápida, é necessário buscar atendimento de urgência. O estresse causado pelo calor pode provocar desidratação, desmaios e outras complicações.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas podem apresentar maior dificuldade para lidar com calor e desidratação.

Por esse motivo, esses grupos devem evitar atividades intensas nos horários críticos. Além disso, precisam de pausas mais frequentes e acompanhamento durante exercícios ao ar livre.

Quem utiliza medicamentos para pressão, coração, rins ou controle de líquidos deve conversar com um profissional de saúde antes de fazer mudanças importantes na hidratação ou no treino.

Exercício não precisa ser interrompido durante toda a seca

O período seco não significa que todas as atividades físicas precisam parar. Pelo contrário, manter o corpo ativo continua sendo importante para a saúde.

No entanto, a rotina deve respeitar as condições do ambiente e os sinais do organismo. Ajustar o horário, reduzir a intensidade e manter a hidratação são medidas simples que tornam o treino mais seguro.

Dessa maneira, é possível continuar caminhando, correndo, pedalando ou praticando esportes sem ignorar os efeitos da baixa umidade.

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