Outubro Rosa: DF deve registrar 1,4 mil novos casos de câncer de mama em 2026
O mês de outubro começa com um alerta para a saúde das mulheres. Conhecida mundialmente pela cor rosa, a campanha Outubro Rosa chama atenção para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento do câncer de mama, o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras depois dos tumores de pele não melanoma.
No Distrito Federal, a estimativa é de 1.410 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em todo o Brasil, são esperados cerca de 78,6 mil novos diagnósticos por ano entre 2026 e 2028.
Os números ajudam a mostrar por que o assunto ganha destaque durante todo o mês. Entre as mulheres brasileiras, o câncer de mama representa cerca de 30% dos novos casos de câncer, quando os tumores de pele não melanoma são desconsiderados.
Diagnóstico precoce faz diferença
O câncer de mama ocorre quando células anormais da mama se multiplicam de maneira desordenada e formam um tumor. Existem diferentes tipos da doença: alguns podem evoluir rapidamente, enquanto outros apresentam crescimento mais lento.
De acordo com o INCA, a maioria dos casos, quando identificada e tratada adequadamente em tempo oportuno, apresenta bom prognóstico.
Por isso, além dos exames recomendados para cada faixa etária, é importante que as mulheres conheçam o próprio corpo e procurem atendimento de saúde caso percebam alguma alteração diferente do habitual.
Quais sinais merecem atenção?
Um caroço endurecido na mama é um dos sinais mais conhecidos, mas não é o único. Mudanças no aspecto ou no formato da mama também devem ser avaliadas.
Entre os sinais que merecem investigação estão:
- caroço ou nódulo na mama ou na região da axila;
- alterações na pele da mama;
- mudança no formato ou tamanho da mama;
- retração ou alteração do mamilo;
- saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- vermelhidão, inchaço ou outras modificações que persistam.
A presença de uma dessas alterações não significa necessariamente câncer, mas é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação.
Quando fazer mamografia?
Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos.
Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos também podem ter acesso à mamografia pelo SUS por demanda, após orientação de um profissional de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos do exame.
Já quem apresenta sintomas suspeitos não deve esperar chegar à idade do rastreamento periódico. Nesses casos, a avaliação deve ser feita independentemente da idade.
Mulheres com histórico familiar importante ou outros fatores associados a maior risco também podem precisar de acompanhamento individualizado.
Há como prevenir o câncer de mama?
Nem todos os casos podem ser evitados, já que diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença. A idade, por exemplo, é um dos principais fatores de risco, e aproximadamente quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.
No entanto, alguns hábitos contribuem para reduzir o risco de câncer de mama e de outras doenças. Entre eles estão manter-se fisicamente ativa, buscar uma alimentação equilibrada, controlar o peso corporal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar.
Além disso, informação e atenção aos sinais do próprio corpo são fundamentais para que alterações sejam investigadas o quanto antes.
Outubro Rosa vai além de outubro
Apesar de ganhar maior visibilidade neste mês, os cuidados com a saúde das mamas devem fazer parte da rotina durante todo o ano.
A campanha também funciona como um lembrete para quem está com consultas ou exames atrasados. Procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma das portas de entrada para receber orientação, avaliação clínica e, quando houver indicação, encaminhamento para exames e investigação.
Com mais de 1,4 mil novos casos estimados somente no Distrito Federal em 2026, falar sobre câncer de mama também significa ampliar o acesso à informação e estimular a procura pelo serviço de saúde diante de qualquer alteração suspeita.
