Saúde

Agosto Dourado reforça a Importância da Amamentação no DF

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O início de agosto marca a campanha Agosto Dourado, dedicada à promoção, à proteção e ao apoio ao aleitamento materno. A cor dourada representa o padrão de qualidade do leite humano, considerado um alimento completo para os primeiros meses de vida.

Neste ano, a Semana Mundial do Aleitamento Materno ocorre entre 1º e 7 de agosto. O tema de 2026 é “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”. A campanha destaca os impactos da amamentação na nutrição, na segurança alimentar e na redução das desigualdades.

No Distrito Federal, a mobilização também chama a atenção para os serviços que oferecem orientação às gestantes, mães e famílias. Além disso, os bancos de leite ajudam mulheres com dificuldades para amamentar e recebem doações destinadas principalmente a recém-nascidos prematuros ou de baixo peso.

Leite materno oferece proteção ao bebê

O leite materno contém água, proteínas, vitaminas, gorduras e outros nutrientes necessários ao desenvolvimento da criança. Além disso, ele possui componentes de defesa que ajudam a proteger o bebê contra infecções.

Por esse motivo, as autoridades de saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses. Durante esse período, o bebê não precisa receber água, chás, sucos ou outros alimentos, salvo quando houver indicação de um profissional de saúde.

Depois dos seis meses, a família deve iniciar a alimentação complementar saudável. No entanto, a amamentação pode continuar até os dois anos ou mais.

Entre os benefícios associados à amamentação estão:

  • Proteção contra infecções respiratórias e diarreias;
  • Apoio ao crescimento e ao desenvolvimento infantil;
  • Menor risco de obesidade e diabetes ao longo da vida;
  • Fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê;
  • Melhor desenvolvimento da boca, da face e da fala;
  • Alimentação segura e disponível na temperatura adequada.

Amamentação também beneficia a mulher

Os benefícios não se limitam ao bebê. A amamentação também ajuda o organismo da mulher na recuperação após o parto e pode contribuir para a redução do sangramento nesse período.

Além disso, estudos relacionam o aleitamento materno à redução do risco de câncer de mama e de ovário. A prática também pode favorecer o vínculo afetivo e proporcionar momentos de contato entre a mãe e a criança.

Entretanto, amamentar nem sempre acontece de forma simples. Dor persistente, fissuras, dificuldade na pega e insegurança sobre a quantidade de leite podem surgir, principalmente nos primeiros dias.

Por isso, a mulher não deve enfrentar as dificuldades sozinha. O apoio da família e a orientação de profissionais capacitados fazem diferença para manter o aleitamento.

Rede do DF oferece apoio às famílias

O Distrito Federal possui uma rede formada por bancos de leite humano e postos de coleta distribuídos por diferentes regiões. Esses espaços não servem apenas para receber e processar o leite doado. As equipes também orientam as famílias sobre pega, posição, ordenha, armazenamento e outros cuidados relacionados à amamentação.

A mulher que sente dor, percebe ferimentos nos mamilos ou enfrenta dificuldade para amamentar pode procurar o banco de leite ou o posto de coleta mais próximo. As Unidades Básicas de Saúde também podem oferecer acolhimento e encaminhar a mãe para o serviço adequado.

Em 2025, a Rede de Bancos de Leite Humano do DF atendeu 16.903 recém-nascidos, incluindo bebês prematuros e de baixo peso. No mesmo período, 6.113 mulheres realizaram doações. Apesar disso, a média mensal de coleta ficou abaixo da meta, o que reforça a necessidade de novas doadoras.

Quem pode doar leite materno?

Em geral, toda mulher saudável que esteja amamentando e produza uma quantidade de leite superior à necessidade do próprio bebê pode se tornar doadora.

Antes da coleta, a equipe do banco de leite realiza o cadastro e transmite as orientações de higiene, ordenha e armazenamento. Em algumas regiões, o serviço também fornece os frascos e os materiais necessários para a doação.

O leite doado passa por controle de qualidade e pasteurização antes de chegar aos bebês internados nas unidades neonatais. Portanto, mesmo pequenas quantidades podem contribuir para a alimentação e a recuperação de recém-nascidos.

Rede de apoio é fundamental

Embora a mulher seja responsável por oferecer o leite, o sucesso da amamentação depende do apoio de várias pessoas. Companheiros, familiares, amigos, empregadores e profissionais de saúde podem ajudar a reduzir a sobrecarga.

A família pode colaborar com tarefas domésticas, cuidados com outros filhos e momentos de descanso. Já os serviços de saúde devem oferecer escuta, orientação e acompanhamento sem julgamentos.

Além disso, o ambiente de trabalho precisa respeitar os direitos da mulher que amamenta. Medidas como intervalos para amamentação ou retirada de leite e espaços adequados para armazenamento ajudam a manter o aleitamento após o retorno ao trabalho.

Quando procurar ajuda

Algumas dificuldades são comuns no começo. No entanto, a mulher deve procurar orientação quando apresentar:

  • Dor intensa ou persistente ao amamentar;
  • Fissuras ou sangramento nos mamilos;
  • Vermelhidão, febre ou endurecimento das mamas;
  • Dificuldade do bebê para pegar o peito;
  • Pouco ganho de peso da criança;
  • Dúvidas sobre a produção de leite;
  • Necessidade de fazer ordenha ou armazenar o leite.

Quanto mais cedo a família buscar ajuda, maiores serão as chances de resolver o problema e manter a amamentação de forma confortável e segura.

Campanha reforça cuidado durante todo o ano

O Agosto Dourado amplia o debate sobre o aleitamento materno, mas o apoio às mulheres deve continuar durante todo o ano. Afinal, cada mãe e cada bebê vivem uma experiência diferente.

Por isso, informação, acolhimento e orientação profissional são fundamentais. Ao fortalecer as redes de apoio e os bancos de leite, o Distrito Federal também contribui para melhorar a saúde das crianças e das mulheres.

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