Saúde

A “pílula” do Controle: Por que a Anvisa Proibiu o Glicopill

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 23 de janeiro de 2026, a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo do “Suplemento Alimentar em Cápsulas” da marca Glicopill, com abrangência para todos os lotes. Segundo a agência, o item tem origem desconhecida e vinha sendo anunciado tanto em site próprio quanto em grandes plataformas de e-commerce.

O que motivou a proibição

De acordo com a comunicação oficial, a Anvisa enquadrou o caso como ação de fiscalização envolvendo irregularidades sanitárias e divulgação inadequada, com destaque para a origem não identificada do produto e para a forma de comercialização online. A publicação da vigilância sanitária municipal de São Paulo, ao reproduzir a medida, aponta que a decisão considera a propaganda e a venda do Glicopill em canais digitais e lista dispositivos legais e regulatórios usados como base para a proibição.

Na prática, a proibição significa que o produto deve ser retirado do mercado e apreendido onde for encontrado, além de ficar vedada qualquer publicidade e oferta — incluindo anúncios em marketplaces.

Onde o produto era anunciado

A Anvisa informou que o suplemento estava sendo divulgado em site oficial e em plataformas de venda online, citando Mercado Livre, Shopee, Magazine Luiza e Amazon como exemplos de canais onde o anúncio aparecia.

Por que isso importa para o consumidor

A Anvisa e comunicações governamentais reforçam um ponto-chave: suplemento alimentar não é medicamento e, portanto, não pode ser promovido como se tivesse efeito terapêutico para tratar, curar ou controlar doenças sem o enquadramento regulatório e comprovação exigidos para medicamentos. Em campanhas de orientação ao público sobre desinformação, o governo federal também destaca que alegação terapêutica exige regularização específica e evidência de segurança e eficácia, o que não se presume em produtos vendidos como “suplemento”.

O que fazer se você comprou ou estava usando

  1. Interrompa o uso do produto e evite “testar por conta própria” efeitos em glicemia ou sintomas — especialmente quem tem diabetes ou usa medicamentos hipoglicemiantes. A própria medida de fiscalização proíbe o consumo.
  2. Guarde embalagem, nota e prints do anúncio, porque isso facilita eventual denúncia/ressarcimento junto à plataforma de venda e aos órgãos de defesa do consumidor.
  3. Se houver reação adversa ou piora clínica, procure atendimento e registre o histórico do uso com clareza (produto, lote se houver, datas e sintomas).

Como checar se um suplemento está regularizado

A Anvisa orienta que o consumidor use os painéis/sistemas de consulta para verificar se o produto está “Ativo” (regularizado) ou “Inativo” (não regularizado), além de conferir dados do fabricante e alegações permitidas.

Contexto: fiscalização também atingiu outros produtos

Na mesma nota, a Anvisa informou medidas contra produtos da marca Ervas Brasil, mencionando irregularidades como falta de licença sanitária, ingredientes não autorizados para suplementos e divulgação com supostos benefícios sem comprovação científica. O Glicopill aparece no comunicado como “outro produto” que deveria ser apreendido, reforçando a ofensiva contra itens vendidos com apelo de saúde fora das regras.

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