Caderneta Brasileira da Gestante Chega ao Meu SUS Digital
O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (12), a nova Caderneta Brasileira da Gestante. A apresentação ocorreu na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A nova versão chega em formato físico e digital. A versão digital ficará disponível no aplicativo Meu SUS Digital, o que permite acesso mais rápido às informações sobre pré-natal, parto, puerpério e cuidados com o recém-nascido.
Além disso, a ferramenta integra diferentes pontos da rede de assistência. Com isso, a gestante poderá acompanhar melhor sua linha de cuidado e consultar orientações oficiais diretamente pelo celular.
Nova caderneta amplia orientações para gestantes
A atualização vai além da revisão do conteúdo. A nova Caderneta Brasileira da Gestante reúne evidências científicas atualizadas, melhora o registro das informações clínicas e amplia o acesso a conteúdos de saúde e cidadania.
Entre os temas incluídos estão saúde mental, luto materno e parental, violência obstétrica, direitos das gestantes, equidade, enfrentamento das violências e cuidado compartilhado.
O documento também traz orientações sobre amamentação e doação de leite humano. Dessa forma, a caderneta passa a funcionar como um instrumento mais completo para o acompanhamento da gestação e do período pós-parto.
Versões física e digital serão disponibilizadas
Segundo o Ministério da Saúde, o país receberá 3,2 milhões de exemplares impressos da nova caderneta. Ao mesmo tempo, a versão digital ficará disponível no Meu SUS Digital.
No aplicativo, a gestante poderá navegar pelos conteúdos por capítulos e temas. Além disso, a ferramenta conta com um mecanismo de busca, que facilita a localização rápida das informações.
A iniciativa segue as diretrizes da Rede Alyne, estratégia voltada à qualificação da atenção materna e infantil no Sistema Único de Saúde. O objetivo é fortalecer uma assistência mais humanizada, integrada e resolutiva.
Além disso, a medida busca contribuir para a redução da mortalidade materna e para o enfrentamento das desigualdades no acesso ao cuidado.
Cuidado mais humanizado no parto e no pós-parto
A nova caderneta também amplia os campos de registro relacionados ao parto. O documento passa a incluir informações sobre acompanhante, métodos de alívio da dor, posições para o parto, expectativas para a cesariana e procedimentos que devem ser evitados.
Além disso, a publicação reforça os cuidados necessários no puerpério. Nessa fase, a rede de apoio e a família exercem papel importante no suporte físico e emocional à pessoa puérpera.
Com essas mudanças, o Ministério da Saúde busca qualificar o acompanhamento da gestante desde o primeiro contato com a unidade de saúde até o período posterior ao nascimento do bebê.
Direitos, equidade e enfrentamento das violências
A nova Caderneta Brasileira da Gestante dedica espaço específico à garantia de direitos e ao enfrentamento da violência de gênero.
O material também aborda desigualdades sociais e raciais que ainda afetam os indicadores de saúde materna no país. Por isso, inclui conteúdos sobre racismo institucional e disparidades raciais no atendimento.
Outro avanço está na inclusão de orientações voltadas às populações do campo, da floresta e das águas. Assim, o documento reconhece diferentes formas de viver a gestação em um país marcado por grande diversidade territorial e cultural.
Essa abordagem reforça o papel da Atenção Primária à Saúde na construção de um cuidado integral, equitativo e mais próximo da realidade das mulheres e de suas famílias.
Ministério também lança campanha de doação de leite humano
Durante o evento, o Ministério da Saúde também apresentou a nova campanha nacional de incentivo à doação de leite humano. A ação tem como tema “Solidariedade que nutre, vida que cresce”.
A campanha busca sensibilizar a sociedade sobre a importância do leite humano para bebês prematuros ou de baixo peso internados em unidades neonatais.
Além disso, a iniciativa pretende aumentar o número de doadoras voluntárias e ampliar o volume de leite humano coletado e distribuído no país.
Os Bancos de Leite Humano também oferecem orientação e apoio às mulheres que amamentam. Esse suporte ajuda a tornar a amamentação mais segura e contribui para a saúde de mães e bebês.
Doação de leite beneficiou milhões de recém-nascidos
Entre 2020 e 2025, 3,6 milhões de mulheres doaram leite materno no Brasil. Nesse período, a rede atendeu 46,8 milhões de mulheres e beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos.
Ao todo, os 239 Bancos de Leite Humano distribuídos pelo país coletaram mais de 4,2 milhões de litros de leite.
Dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano mostram que, a cada 12 mulheres acompanhadas pelos bancos, uma se torna doadora.
Como acessar a Caderneta Brasileira da Gestante
A gestante pode acessar a Caderneta Brasileira da Gestante pelo aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta está disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. Também é possível usar a versão web da plataforma.
Primeiro, a usuária deve baixar o aplicativo nas lojas oficiais, como App Store ou Google Play. Depois, precisa acessar a conta com CPF e senha cadastrados no Gov.br.
Na tela inicial do Meu SUS Digital, a gestante deve procurar a seção Miniapps. Em seguida, basta selecionar a opção “Caderneta Brasileira da Gestante” e aceitar o Termo de Responsabilidade, quando solicitado.
Após esse processo, a caderneta ficará disponível para consulta.
Com a versão digital, a gestante poderá acessar informações oficiais sobre pré-natal, parto, puerpério, vacinação, alimentação, saúde mental, direitos, rede de apoio e cuidados com o bebê. Assim, o acompanhamento fica mais prático, seguro e integrado ao SUS.
