Saúde

DF Amplia Ações para Proteger Bebês Prematuros Contra o VSR

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Com o início da aplicação do Nirsevimabe no Distrito Federal — um medicamento indicado para reduzir o risco de quadros graves provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — profissionais de saúde participaram de uma capacitação no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A formação, organizada pela Gerência de Rede de Frio da Secretaria de Saúde do DF, reuniu equipes de salas de vacinação, núcleos hospitalares de epidemiologia e outros trabalhadores da rede assistencial.

A proposta do encontro foi padronizar o uso do imunobiológico e reforçar práticas de prevenção de infecções respiratórias graves em recém-nascidos, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o VSR está entre os principais agentes associados a bronquiolite e pneumonia.

Ao longo do curso, os participantes revisaram o impacto clínico da infecção, estratégias de prevenção e controle e, principalmente, os pontos técnicos ligados ao nirsevimabe: indicações, preparo, forma correta de administração e cuidados de segurança. Também foram discutidos o acompanhamento de possíveis reações após a aplicação e a necessidade de registros completos e consistentes nos sistemas oficiais, para garantir rastreabilidade, monitoramento e qualidade da informação em saúde.

A gerência responsável destacou que a capacitação buscou integrar conhecimento técnico, segurança na administração e rigor no registro, de modo que a estratégia seja executada de forma qualificada em toda a rede do Distrito Federal.

Proteção infantil em expansão

Neste mês, passaram a receber o nirsevimabe bebês prematuros com idade gestacional abaixo de 37 semanas e crianças com comorbidades (como condições cardíacas, pulmonares, neurológicas ou imunológicas). No DF, a iniciativa é tratada como um avanço na prevenção, somando-se à vacinação de gestantes a partir da 28ª semana, para ampliar a proteção desde o nascimento.

No HRSM, a avaliação da vigilância hospitalar é de que a capacitação repercute diretamente na assistência neonatal, considerando o volume anual de nascimentos prematuros na unidade. No setor de cuidados intermediários neonatais, a equipe informou que os bebês elegíveis já foram contemplados com a estratégia, fortalecendo a prevenção e a segurança do cuidado.

Quem deve receber

A aplicação começou na segunda-feira (2). O público indicado inclui bebês nascidos com até 36 semanas e 6 dias e crianças de até 24 meses que apresentem comorbidades. A administração é realizada de forma programada, antes do período de maior circulação sazonal de vírus respiratórios, com o objetivo de reduzir agravamentos e internações — inclusive com impacto na demanda por leitos de UTI neonatal.

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