Dia Nacional da Saúde e da Nutrição: 7 Mudanças Simples para Comer Melhor
No Dia Nacional da Saúde e da Nutrição, celebrado em 31 de março, o convite é olhar para a alimentação com mais atenção e menos culpa. A data foi criada para conscientizar a população sobre a importância da nutrição na promoção da saúde e na prevenção de doenças.
Excesso de peso cresce no Brasil
O alerta faz sentido em um momento em que o excesso de peso e o consumo de alimentos ultraprocessados seguem preocupando no Brasil. Dados mais recentes do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, mostram que 62,6% dos adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal estavam com excesso de peso em 2024. Já a obesidade atingiu 25,7% dessa população, mais que o dobro do índice registrado em 2006, quando era de 11,8%.
Além disso, o mesmo levantamento aponta que apenas 21% dos adultos atingiam o consumo recomendado de frutas e hortaliças em 2024. Ao mesmo tempo, 25,5% relataram ter consumido, no dia anterior à entrevista, cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados. Entre jovens de 18 a 24 anos, esse percentual chegou a 45,5%, mostrando um cenário ainda mais preocupante nessa faixa etária.
O que esses dados mostram na prática
Na prática, esses números ajudam a explicar por que os órgãos de saúde reforçam orientações cada vez mais simples e diretas. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados e que os ultraprocessados sejam evitados.
No entanto, comer melhor não significa seguir uma dieta rígida ou mudar tudo de uma vez. Para muita gente, o caminho mais realista é começar por ajustes possíveis dentro da própria rotina, respeitando o orçamento, o tempo disponível e a realidade de cada família.
Pequenas mudanças já fazem diferença
Uma mudança importante é aumentar a presença de comida de verdade no prato. Arroz, feijão, ovos, frutas, legumes, verduras, leite e carnes frescas seguem entre as bases alimentares recomendadas.
Além disso, outra dica útil é prestar mais atenção ao que entra no carrinho do mercado. Produtos com listas extensas de ingredientes, muitos aditivos e apelos de praticidade costumam ser ultraprocessados.
Rótulos podem ajudar na escolha
A rotulagem nutricional frontal também pode ajudar nessa escolha. As regras da Anvisa, em vigor desde 9 de outubro de 2022, facilitaram a identificação de produtos com alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada e sódio, tornando a informação mais visível na parte da frente das embalagens.
Por isso, observar o rótulo antes de comprar pode ser um passo simples, mas bastante útil no dia a dia.
7 dicas simples para começar hoje
1 – Troque parte dos refrigerantes e sucos artificiais por água ao longo da semana. Essa é uma mudança simples, mas que já ajuda a reduzir o consumo excessivo de açúcar no dia a dia.
2 – Inclua pelo menos uma fruta por dia na rotina. Pode ser no café da manhã, no lanche da tarde ou como sobremesa, desde que isso caiba de forma possível na sua alimentação.
3 – Faça ao menos uma refeição principal com alimentos mais naturais e menos industrializados. Arroz, feijão, ovos, legumes, verduras e carnes frescas são exemplos que podem aparecer com mais frequência no prato.
4 – Observe o rótulo frontal dos produtos antes de comprar. A rotulagem ajuda a identificar alimentos com alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada e sódio.
5 – Reduza o hábito de beliscar ultraprocessados fora de hora. Biscoitos, salgadinhos, doces e bebidas prontas muitas vezes entram na rotina de forma automática, principalmente na correria.
6 – Tente manter horários mais regulares para comer. Passar muitas horas sem se alimentar pode aumentar a fome e favorecer escolhas mais impulsivas.
7 – Sempre que possível, prefira comida preparada em casa. Preparações caseiras costumam permitir mais controle sobre os ingredientes e ajudam a diminuir o consumo de ultraprocessados.
Alimentação também é prevenção
A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde destaca que padrões alimentares marcados por excesso de açúcar, sódio e gorduras saturadas aumentam o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, hipertensão, diabetes, infarto e AVC.
Dessa forma, falar de nutrição é falar também de prevenção e de saúde pública. No fim das contas, o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição funciona como um lembrete de que saúde não se constrói só em consultas ou exames, mas também nas escolhas repetidas do cotidiano. Nem sempre é possível mudar tudo de uma vez, mas pequenas decisões, mantidas com constância, já podem fazer diferença.
