DF Supera Média Nacional no Consumo de Ultraprocessados
Um relatório do Ministério da Saúde, com dados do Vigitel (2006–2024), indica que o Distrito Federal está acima da média brasileira no consumo de alimentos ultraprocessados.
No DF, 27,5% dos adultos (18+) relataram ter consumido cinco ou mais grupos de ultraprocessados no dia anterior à pesquisa. No Brasil, a média foi de 25,5%. Com esse resultado, o DF aparece na 8ª posição entre as unidades federativas com maior consumo.
Por que isso importa
A Secretaria de Saúde do DF alerta que ultraprocessados têm baixíssimo valor nutritivo e se associam a desfechos negativos, como excesso de peso e maior risco de doenças crônicas (a exemplo de cardiovasculares e diabetes), além de menções a associação com múltiplos tipos de câncer.
O que são ultraprocessados
Segundo a definição descrita na matéria, são produtos de formulação industrial, feitos sobretudo a partir de substâncias extraídas, derivadas ou sintetizadas (como óleos, gorduras, açúcar, amidos modificados e aditivos — corantes, aromatizantes, realçadores de sabor).
Como identificar no dia a dia
Uma orientação prática destacada é olhar o rótulo: listas longas de ingredientes (frequentemente cinco ou mais) e termos pouco comuns na culinária caseira costumam indicar ultraprocessamento.
Entre os exemplos citados: biscoitos, balas, sorvetes, cereais açucarados, refrigerantes, refrescos e sopas em pó, embutidos, congelados prontos para aquecimento, misturas para bolo, macarrão instantâneo e temperos prontos.
Outros fatores monitorados
O Vigitel também acompanha outros fatores de risco para DCNT e, desde 2024, incluiu indicadores de sono. No DF, 20% relataram dormir menos de 6 horas por noite e 31,1% referiram sintomas de insônia — ambos ligeiramente abaixo das médias nacionais citadas na matéria.
