Influenza K no DF Reforça Alerta para Vacinação
A confirmação da circulação do vírus influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal acendeu um alerta para a prevenção contra doenças respiratórias. Apesar da identificação da variante e da confirmação da morte de uma adolescente de 17 anos, a Secretaria de Saúde do DF informa que, até o momento, não houve mudança no padrão dos casos de gripe registrados na capital.
Os sintomas da chamada influenza K podem se parecer com os de outros vírus respiratórios. Por isso, a orientação é manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos com maior risco de agravamento.
Quem deve se vacinar contra a gripe?
A campanha contra a influenza tem como prioridade crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e população privada de liberdade.
Além disso, alguns grupos profissionais também fazem parte do público-alvo. A lista inclui professores, caminhoneiros, policiais, militares das Forças Armadas e outras categorias previstas na estratégia de vacinação.
A vacina aplicada neste ano protege contra três variantes do vírus influenza. No DF, a campanha começou em 25 de março e já alcançou mais de 100 mil pessoas em 2026. No entanto, a meta é imunizar cerca de 1,1 milhão de moradores.
Outros vírus também exigem atenção
A influenza não é a única causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SRAG. Outros vírus também circulam no período de maior incidência de doenças respiratórias e podem provocar quadros graves, principalmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com maior vulnerabilidade.
Entre eles está o Vírus Sincicial Respiratório, principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. Gestantes a partir da 28ª semana devem receber a vacina contra o VSR, conforme orientação da rede pública de saúde.
Além disso, bebês de até seis meses que nasceram prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional, podem receber o nirsevimabe. O anticorpo também é indicado para crianças menores de 24 meses com comorbidades.
Já os bebês que receberam palivizumabe em 2025 e ainda têm menos de um ano devem tomar novas doses para reforçar a proteção contra o VSR.
Vacinação contra a Covid-19 continua
A imunização contra a Covid-19 também segue indicada para grupos específicos. Entre eles estão idosos a partir de 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.
A atualização das vacinas ajuda a reduzir o risco de complicações, internações e mortes causadas por infecções respiratórias.
Casos de SRAG no Distrito Federal
Entre janeiro e 14 de abril de 2026, o Distrito Federal registrou 1.627 casos de SRAG. Desse total, 67 tiveram relação com o vírus influenza. Outros 199 casos foram causados pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por Covid-19.
Em 434 casos, o tipo de vírus não foi especificado. Além disso, dois registros tiveram a presença de outro agente. Também houve pelo menos 175 codetecções, quando mais de um vírus aparece ao mesmo tempo no exame.
No mesmo período, o DF registrou seis mortes por SRAG. Uma delas teve confirmação para influenza. Nas outras cinco, não foi possível identificar o agente causador.
Frio e tempo seco favorecem transmissão
O aumento dos casos entre março e julho ocorre principalmente por causa do clima mais frio e seco. Esse cenário favorece a circulação de vírus respiratórios e resseca as vias aéreas, o que pode deixar o organismo mais vulnerável.
Além disso, nessa época do ano, as pessoas costumam permanecer mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação. Com isso, a transmissão dos vírus se torna mais fácil.
Monitoramento dos vírus no DF
A Secretaria de Saúde acompanha a circulação dos vírus respiratórios por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, o Lacen-DF. O trabalho inclui o sequenciamento genético das amostras.
Até 15 de abril, o laboratório identificou o subtipo H3N2, clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K, em 13 amostras de influenza A.
Quando procurar atendimento?
Como os sintomas da influenza K podem se confundir com os de outras infecções respiratórias, a recomendação é observar a intensidade do quadro.
Em casos leves, a população deve procurar uma das 183 Unidades Básicas de Saúde do DF. Desse total, 66 funcionam nas manhãs de sábado, das 7h às 12h. Além disso, nove UBSs atendem de segunda a sexta-feira no período noturno, até 22h.
Já em situações mais graves, a orientação é buscar uma das 13 Unidades de Pronto Atendimento ou os hospitais da rede pública. O atendimento segue protocolo de classificação por cores, que organiza os pacientes conforme a gravidade e o tempo estimado de espera.
